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TRILOGIA A LÁ MEXICANA

quarta-feira, 9 julho, 2008

Os últimos anos têm sido muito frutíferos para o cinema não-hollywoodiano, diversas produções feitas fora da cena americana têm feito sucesso. Neste cenário o diretor mexicano Alejandro González Iñárritu surge como uma das estrelas ascendentes.

 

Alejandro é o responsável por uma triologia de filmes que poucas pessoas imaginam que possa haver alguma relação. São filmes que que consistem em várias subnarrações relacionadas com o mesmo acontecimento.

 

O primeiro filme (e também o primeiro longa da carreira de Alejandro) é “Amores Brutos”, produção mexicana lançada em 2000 que catapultou para o sucesso ninguém menos que o astro Gael García Bernal (Diários de Motocicleta, Má Educação). O filme conta diversas histórias do cotidiano da Cidade do México, desde o jovem que ganha dinheiro com rinhas de cachorros, ao mendigo que é na verdade um assassino de aluguel até ao empresário que larga a família para viver com a amante. As histórias de cruzam de maneira supreendente e o filme, apesar de longo, tem uma trama magnifica e atuações memoráveis.

 

 

O segundo filme é “21 Gramas”, talvez o mais controverso, contado do avesso, do final para o começo. O filme narra a história de Paul (Sean Penn), Jack (Benício Del Toro) e Cristina (Naomi Watts), unidos por um acidente e reunidos pelo desejo de vingança e redenção. A trama não é tão simples de ser assimiliada, as histórias se confudem, assim como o sentimento dos personagens. O filme convence pelas atuações, sendo que Watts e Del Toro foram indicados ao Oscar de melhor atriz e ator coadjuvante respectivamente.

 

 

O terceiro e último filme, é o badalado Babel, de 2006. Já com status de estrela, Alejandro conta com um elenco de peso formado por Brad Pitt, Cate Blanchett e Gael García Bernal. A história se passa em diversos países do mundo, com núcleos nos EUA, México, Japão e Marrocos. O filme é o mais fraco dos três, talvez pois as histórias, por mais que interligadas, tenham ficado um pouco distantes demais. Um fato curioso é que o filme é falado em diversas línguas, cada núcleo conversa na linguagem local.

 

 

 

Curiosamente, esses três filmes representam quase toda filmografia do diretor mexicano, que produziu apenas mais 2 curtas e um documentário sobre 11 de Setembro. Vamos aguardar novidades do diretor que com certeza tem acertado nos poucos filmes que participou.

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