
Em “Os Indomáveis”, refilmagem do western “Galante e Sanguinário” de 1957, Russel Crowe (Gladiador) interpreta o fora da lei Ben Wade, líder de uma gangue responsável por diversos assaltos no Arizona. Seu destino se cruza com o do fazendeiro Dan Evans, interpretado pro Christian Bale (Batman – O Cavaleiro Das Trevas), um homem falido que mal tem como pagar suas contas. Dan acaba acidentalmente ajudando a prender o famoso fora da lei e para ganhar um dinheiro que salvaria seu rancho e sua fazenda, resolve ajudar os homens da lei da cidade de Bisbee a levar o criminoso a outra cidade a fim de pegar o trem para o presidio de Yuma, precisamente as 15:10. O problema é que o bandod e Wade fará de tudo para liberar o seu líder.
Os dilemas do filme vão além do Bang-Bang. As cenas de ação são supreendentes e bem feitas, mas o que atiça é o dilema moral dos personagens, as questões do mocinho e do bandido que muitas vezes se cruzam. Crowe dá vida a um ser astuto, ousado e charmoso que é perigoso mesmo quando algemado. Já Bale, ao contrário de outros papéis é um fazendeiro envergonhado e submisso que precisa se provar.
O filme recria um gênero esquecido a algum tempo, o último bom faroeste conhecido é “Os Imperdoáveis” dop começo da década de 90. A narrativa é intensa e as atuações de Bale e Crowe são sensacionais, colocando os personagens em uma encruzilhada que prende a atenção e deixa quem assiste sem fôlego. As reviravoltas do enredo são precisas e não permite que se consiga prever o desfecho. A Trilha Sonora, indicada ao Oscar em 2008, também é um show a parte, mantém o ritmo do filme e acompanha cada segundo da aventura do fazendeiro que precisa salvar sua família e do bandido que precisa salvar sua pele.
