
No longa “O Passado” de 2007, Gael García Bernal (Diários de Motocicleta, Amores Brutos) interpreta Rímini, um jovem tradutor que terminou recentemente um casamento de 12 anos com Sofia que foi sua 1ª namorada. A separação foi tranquila, até Rímini iniciar um namoro com Vera, uma modelo de 22 anos. Um dia Sofia tenta beijá-lo à força, o que faz com que Vera, que presenciou a cena, morra atropelada.
Um ano depois, já refeito, Rímini se casa com Carmen, sua parceira de tradução. O trauma da morte de Vera lhe rendeu uma amnésia misteriosa, que o faz se esquecer dos idiomas que precisa traduzir no trabalho. Ajudado por Carmen e pelo nascimento de seu filho, Lúcio, Rímini precisa se adaptar à sua nova realidade de marido dependente. Até que Sofia mais uma vez retorna à sua vida, sequestrando Lúcio, fato que acaba com o casamento de Rimini e o impede inclusive de ver o filho, jogando-o no fundo do poço.
O filme traz espectativas altas por conta da parceria entre o ótimo Gael García Bernal e o diretor Hector Babenco (Carandiru, O Beijo da Mulher Aranha). No entanto o que se vê é um filme corrido e quase atemporal. Os fatos que levam anos dentro do enredo, parecem acontecer em uma mesma semana e além disso ficam sempre mal-acabados, sabe-se que as coisas acontecem, mas nunca se vê elas acontecendo.
É a narrativa da loucura, da obsessão e do sexo (pois as cenas picantes não faltam), aliás, diga-se que tudo no filme acaba na cama. Assim, vê-se um filme que tem uma história frágil, quase inverossímil que passa pela tela e deixa a decepção e o desconforto, pois de lá, nada se tira e tampouco se aprende.
